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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O principal vilão do câncer de mama é o medo




O câncer de mama é uma das doenças que mais recebem atenção da área médica, no Brasil, mas, mesmo assim, ele ainda está entre os maiores medos das mulheres.

Segundo o oncologista clínico Marcelo Oliveira, do Núcleo de Estudos Oncológicos (Neo Saúde), o medo da mutilação é o principal vilão da doença. “A ideia da mutilação, para as mulheres, envolve muitos fatores, que vão do relacionamento com os filhos, marido, até o impacto econômico que a doença desencadeia”, diz.

O médico explica que apenas 10% dos cânceres de mama têm origem genética, os outros 90% são casos esporádicos, que estão ligados a fatores de risco, como o consumo de alimentos com alto risco de serem carcinógenos, exposição à radiação, menarca precoce, nuliparidade (não ter filhos), entre outros. Oliveira ainda diz que, no caso da nuliparidade é um dos riscos, pois a mama só se desenvolve completamente depois da primeira gestação. “Além desses, a idade continua sendo um dos principais fatores de risco”, comenta.

As taxas de incidência aumentam rapidamente até os 50 anos e, posteriormente, se dá de forma mais lenta. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres. Por ano, são registrados cerca de 22% de novos casos. A estimativa para 2008, no Brasil, era de que 49.400 mil casos novos fossem detectados, no Paraná, 3010 casos.

O diagnóstico precoce ainda é o melhor passo para o tratamento e a cura. “Fazer a mamografia a partir dos 30 anos, para quem não tem histórico de câncer é fundamental, pois em 25% dos casos esse exame consegue detectar o câncer. Já, em casos de dúvidas, há outros exames, como a ecografia, a utltrassonografia e, em último caso, a ressonância que pode esclarecer dúvidas em relação aos resultados dos outros exames”, diz.

A tecnologia existente pode ajudar muitas mulheres na detecção precoce. “É importante sempre fazer os exames, pois se a mulher consegue sentir o câncer com o auto-exame é porque a doença já está em estágio mais avançado”, explica o oncologista. “Incorporar a mamografia como um exame de rotina pode salvar vidas”, diz.

Algumas mulheres encararam a doença de frente, superaram os medos e lutaram bravamente para vencer a doença, entre elas, a advogada Leni dos Santos, de 28 anos, que descobriu que tinha câncer aos 26 anos. “Quando senti os nódulos, não levei muito a sério, demorei dois meses para fazer meus exames, a mamografia e a ecografia solicitadas pela minha médica”, conta.

A partir daí a luta da advogada começou. Ela fez uma biópsia na mesma semana e descobriu que o seu tumor estava em estágio inicial e era superficial. O cirurgião Marcelo Ferreira foi o responsável pela cirurgia de Leni. “A rigor ele disse que eu não precisava tirar toda a mama, mas devido à minha idade e à possibilidade de recidiva ele me aconselhou a retirada total das duas”, lembra.

Leni encarou a doença de frente e positivamente. “Primeiro me foquei na cirurgia e só depois na quimioterapia. Como a luta é longa, fui pensando no passo a passo e não no todo.”, diz. Ela ainda precisa tomar bloqueadores hormonais pelos próximos cinco anos, mas está otimista. “Levo uma vida normal, ainda sou jovem e muita coisa pode mudar. Tento encarar a vida com mais ânimo. Conheci meu namorado antes da cirurgia reconstrutora, quando ainda usava lenço, ainda sou jovem e tenho muita coisa pela frente. Hoje estou curada, mais ainda em tratamento, nunca me encarei como doente”, completa.

Para o oncologista Marcelo Oliveira, Leni é um exemplo de determinação no tratamento. “O diagnóstico precoce dela ajudou no tratamento, na cura e na manutenção. Descobrir a doença no início é garantir que o câncer de mama não se torne o vilão da vida da mulher”, comenta.

Um comentário:

Jorge Ultramaratonista II disse...

Eu também defendo esta causa, pois alguns anos atrás perdi uma tia com um câncer de mama, pois ela teve uma pequena ferida nos seios e daí ela pensou que fosse uma pequena ferida e tratou ela como uma ferida e quando ela foi ao médico já era tarde o câncer tinha espalhado pelo corpo, pois ela lutou fazendo quimioterapia, mas não adiantou acabou falecendo é uma pena. Espero que não só mulheres venham aqui, que também os homens se conscientizem desse mal.


Um abraço,

Jorge Cerqueira
Ultramaratonista
www.jmaratona.blogspot.com